Psicanalista Mestre e Doutoranda em Psicanálise

domingo, 18 de novembro de 2018

A PSICANÁLISE E A PSICOPEDAGOGIA EM PARCERIA



A PSICANÁLISE E A PSICOPEDAGOGIA EM PARCERIA




A psicanálise tem ganhado espaços significativos em outras áreas além do setting terapêutico. A educação é um campo rico em intervenções a partir da teoria psicanalítica e suas diferentes formas de abordagem. Na psicopedagogia, por exemplo, os profissionais têm se apropriado da psicanálise para avanços no seu trabalho. Podemos afirmar que as intervenções psicopedagógicas acontecem diante das dificuldades apresentadas pelo sujeito no que diz respeito à aprendizagem no âmbito cognitivo e na relação afetiva que o sujeito estabelece com o seu processo de aprender. Isso nos aponta para as peculiaridades do sujeito: cada um tem maneira própria de aprender o conteúdo proposto, lança mão de estratégias cognitivas que possui e desenvolve ao mesmo tempo em que se relaciona afetivamente com o objeto a ser apreendido, o sujeito investirá libidinalmente no que faz sentido para ele a partir da sua história; que é sempre particular e única. É possível pensarmos então que embora haja um rigor formal que conduz o profissional de psicopedagogia em relação à teoria que o apoia, não deve haver rigidez na sua atividade com os sujeitos que atende. Os protocolos e regras pré-estabelecidas para intervenções psicopedagógicas tendem ao engessamento do sujeito e assim à impossibilidade de bons resultados no trabalho. A proposta deste trabalho é articular a teoria psicanalítica à prática psicopedagógica a partir de casos que ilustrem esta aposta de parceria entre a psicopedagogia e psicanálise como intervenção.

Palavras- chave: psicanálise, psicopedagogia, sujeito

Autores: BONFANTE, Andréa Pinheiro; SILVA, Joyce de Paula e

Instituição: Corpo Freudiano Escola de Psicanálise- Núcleo Vassouras - Vassouras-RJ



sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O AMOR ACABOU ENTRE NÓS?


O amor acabou entre nós?


Talvez não seja exatamente o amor que tenha acabado, mas a ilusão de amor que você mesmo construiu a respeito desse grande Outro que você decidiu eleger, projetando nele todas as suas expectativas que foram criadas e fantasiadas por você e não pelo outro a quem você direcionou seu amor. Por isso a decepção, o sentimento de vazio e abandono, a frustração e sensação de que algo literalmente “escapou entre os dedos” se instale. É quase sempre muito doloroso esse processo de luto de uma relação que sinaliza o fim, é da ordem do real, daquilo que não se possa nomear e se converte no corpo numa dor dilacerante.
O Psicanalista Jacques Lacan nos deixou colocações preciosas a respeito desse conturbado sentimento que mexe com o psiquismo humano desde sempre; “Amar é dar o que não se tem a quem não o deseja”  ou “O amor é movido pela falta”. Apesar da colocação ser absurdamente precisa e pontual, desconsideramos a frase de nosso poeta Vinícius de Moraes, “Que seja eterno enquanto dure…” Entretanto nos deixamos levar pelo grande engodo do para sempre e definitivo, pelo grande equívoco de que esse Outro a quem você elegeu deseje receber toda essa energia libidinal direcionada a ele (a), ou então você se  coloca demais a disposição e não consegue despertar no outro nenhum tipo de interesse, ou seja, “mercadoria” ofertada em abundância acaba por perder seu valor.
Forte mas necessário dizer que é disso sim que se trata. Pessoas se queixam diariamente de terem sido “enganadas” e se sentem despedaçadas quando se veem no final de um relacionamento ou numa relação desgastada. Não foram enganadas. Talvez esse amor tenha existido sim, talvez ainda exista, ele continua vivo em cada lágrima derramada mas não é suficiente para sustentar uma relação.
Se estabelecer uma conversa madura é difícil, se os focos de interesse do casal já não são os mesmos, duro constatar que talvez o melhor a fazer seja dar um novo rumo a vida, se ressignificar, se reinvestir de novos interesses e recomeçar. Qual o valor de uma relação adoentada? A relação adoentada adoece os amores e os amores adoentados adoecem a relação como num ciclo vicioso. Se o que houve ou  se o que há é amor, mais decente, sincero e honesto com ambos, mas antes de tudo consigo mesmo, é parar, antes que a massa do bolo desande. Preservar as boas lembranças, respeitar o outro e seguir seu caminho talvez seja a melhor saída, não a mais fácil, entretanto  uma possibilidade diante das circunstâncias. Mas como fazer isso? Como abrir mão daquilo que sempre lhe foi tão caro, tão precioso? Como deixar de lutar por algo que você ainda deseja?
Tudo no final é entre você e você mesmo. Freud, num de seus mais renomados casos, fez o seguinte questionamento a uma de suas pacientes: Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?  Então propomos uma reflexão sobre o questionamento do texto. Qual é a sua responsabilidade nas implicações de sua própria existência e relação com o mundo e seus amores?
Autora: Andréa Pinheiro Bonfante
Mestranda em Psicanálise, Saúde e Sociedade na UVA, Pós-graduada em Teoria Psicanalítica pela UVA, Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Estácio de Sá, Graduada em Letras pela UNIG, Sócia e Diretora Técnica do Espaço Multidisciplinar Vida Plena- Valença –RJ, Colunista do site Portal Valença-RJ, Palestrante de temas Psicanalíticos e Psicopedagógico.

Contatos: (24)9316-8982 whatsapp  e-mail:andreapinheiroprof@hotmail.com

Agendamentos em Valença:
(24) 2452-4478 ou (24) 99316-8982 (whatsapp).

O QUE É A MULHER? O QUE É SER UMA MULHER?


QUEM É A MULHER?? O QUE É SER UMA MULHER???

“A mulher não existe”, diz Jacques Lacan.
Mas o que o renomado Psicanalista Jacques Lacan quis dizer com essa frase tão provocativa?
Toda mulher se inventa, reinventa, até porque não existir nos dá autoridade e propriedade de ser por aí cada qual a seu modo, de um jeito único.
Muitas coisas existem por aí e não são absolutamente nada, só existem.
As mulheres se inventam e reinventam a todo momento, se utilizam de artifícios para serem o que quiserem. 

( Andréa Pinheiro ) - Psicanalista/ Mestranda em Psicanálise, Saúde e Sociedade.
No livro” Diário de um Analisando em Paris”, de Cláudio Pfeil, defrontei- me com algo que traduz as especificidades femininas.
Assim nascem as mulheres.
Da inexistência do padrão-mulher.
Em vez do padrão, a desmedida.
Em vez da posse, a ousadia.
Em vez da razão, a loucura.
Em vez da certeza, a dúvida.
Em vez do dogma, o questionamento.
Em vez do conservadorismo, a revolução.
Em vez da rotina, a novidade.
Em vez da norma, a excessão.
Em vez da identidade, o enigma.
Em vez da instituição, a invenção.
A mulher não existe
A mulher não existe ainda mais porque as mulheres
Nascem a si mesmas, cada uma por si.
Quem mandou Lacan provocar o que não tem lei? 
Agendamentos:(24)2452-4478
(24)99316-8982 WhatsApp

Andréa Pinheiro Bonfante
Mestranda em Psicanálise, Saúde e Sociedade na UVA, Pós-graduada em Teoria Psicanalítica pela UVA, Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Estácio de Sá, Graduada em Letras pela UNIG, Sócia e Diretora Técnica do Espaço Multidisciplinar Vida Plena- Valença –RJ, Colunista do site Portal Valença-RJ, Palestrante de temas Psicanalíticos e Psicopedagógico.


Contatos: (24)9316-8982 whatsapp  e-mail:andreapinheiroprof@hotmail.com