Temas diversos sobre Psicanálise, Psicopedagogia e Educação, pautados nas experiências clínicas e vivência em sala de aula
quinta-feira, 8 de março de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
A Arte como ferramenta de trabalho na Psicanálise e na Psicopedagogia
A Arte como ferramenta de trabalho na Psicanálise
e na Psicopedagogia
por Andréa Pinheiro
Desenho feito por uma paciente
A arte pode propiciar ao psicanalista e/ou
psicopedagogo detectar possíveis problemas que interfiram não apenas no
processo de aprendizagem como também na psicodinâmica dessa criança ou jovem,
que formas mais comuns de análise, como a fala e a escrita não consigam identificar.
O paciente ou aluno que se sente alienado no discurso incapacitante, em
entender-se dono de sua própria subjetividade, encontra então na arte uma forma
libertadora e expressiva de se comunicar colocando-o diante de si próprio, possibilitando
esse sujeito a entrar em sintonia necessária com suas questões de forma a
ativar o seu imaginário. Ao ativar o seu imaginário, liberta-se e mostra-se sem
sentir-se culpado ou até mesmo envergonhado em falar de seus conflitos. O que
antes não podia ser dito, através da fala ou da escrita, toma forma através da
arte, tornando possível ao profissional que o acompanha identificar possíveis
problemas que o esteja impedindo de caminhar no seu processo de aprendizagem
e/ou na sua vida emocional.
Agrega-se a isso todo o clima de descontração que
uma abordagem artística, ou até mesmo o convite para um simples desenho possa propiciar
dentro do “setting” ou sala de aula abrindo possibilidades de que aquele
sujeito possa falar sobre si.
Um simples desenho, feito por uma
criança ou jovem pode nos contar de suas fantasias, seu momento emocional e
inclusive pode esclarecer situações familiares que até então estavam guardadas
em sigilo absoluto, visto o constrangimento e dor que aquela simples recordação
possa lhe acometer. Esses registros podem também nos dar notícias de inúmeras
outras questões que a palavra não consiga dizer.
Na psicanálise e na psicopedagogia, o
trabalho com linhas, formas, cores e texturas pode propiciar aos alunos e / ou pacientes
a capacidade de criar uma simbologia plástica para expressar seus sentimentos e
sua visão de mundo. O apoio oferecido pela arte no atendimento psicanalítico
e/ou psicopedagógico, segundo Urritigaray, pode possibilitar atividades
preventivas tanto no que concerne à aprendizagem como fatores psicoemocionais. O
trabalho com materiais plásticos oferece
ao indivíduo a possibilidade de criação
de uma nova forma a partir do original. Em última instância, a arte seja na escola ou em um consultório permite a
ação mental ou a elaboração com intuito de extrair a emoção que se encontra
oculta no paciente e/ ou aluno.
Dar voz ao que não pode ser dito ou ao
que não se consiga dizer é basicamente o trabalho que um analista ou
psicopedagogo promove com seu paciente para fazer emergir ali o sujeito, e
parafraseando o psicanalista Jacques Lacan “[...]penso onde não sou, logo sou
onde não penso”. A livre expressão da arte abre portas para essas
possibilidades.
Por
Andréa Pinheiro Bonfante- Psicanalista e Psicopedagoga- Mestre em Psicanálise-Docente do Instituto IBRAPCHS-Diretora do Espaço Vida Plena em Valença-RJ
Atendimentos:
(24)99316-8982 whatsapp (24)2452-4478
Espaço Vida Plena- Av. Nilo Peçanha, 222-sobre loja 01-sala 101- Reiking Shopping- Valença-RJ
Referências bibliográficas
SANTOS, S. M. P. As artes plásticas na
Educação: um breve histórico. In: In: In: In: Educação, Arte e Jogo.
Petrópolis: Vozes, 2006. 11-46.
Dissertativas
AVALIAÇÃO DISSERTATIVA DE ARTE_
PSICOPEDAGOGIA
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
A ESCOLA, A ESCOLHA.
A ESCOLA, A ESCOLHA.
Passadas as comemorações de
final de ano, a vida vai voltando ao normal, as coisas vão entrando nos trilhos
e urge a necessidade de encarar o fato de que nossa rotina está batendo em
nossa porta. Contas a pagar, decisões a tomar e escolhas a serem feitas.
Uma delas e de total relevância é a escolha da escola de nossos filhos.
Que critérios devem ser adotados para a escolha de uma escola?
Afinal de contas a escola não é apenas um lugar onde deixamos nossos filhos uma
boa parte do dia para serem transmitidos a eles apenas conhecimentos mas também
ensinamentos.
A escola é o lugar mais adequado, depois do seio familiar, para
reflexões, formação de consciência social e política, organização de grupos
sociais, interação hieráquica, resolução de conflitos de forma inteligente e
madura, desenvolvimento de posturas éticas, dentre tantas outras aprendizagens
essenciais a nós seres humanos que compartilhamos viver numa sociedade
dinâmica, em constante mudanças e muitas exigências. Precisamos mais do que
nunca preparar cidadãos conscientes do seu papel na sociedade, “antenados” na
demanda da vida.
Por essa razão é necessário visitar essa escola, questionar
sobre suas propostas, pesquisar sobre os profissionais que nela atuam. Esses
precisam e devem estar comprometidos com o processo educacional de fato,
atentos as necessidades de seu público alvo, o aluno. Se a vida hoje cobra
cidadãos “antenados” para as demandas da vida, que busquemos então escolas
“antenadas” e profissionais também “antenados” para que o processo se dê por
inteiro sem demagogias mas com objetividade e clareza. A vida atual nos
cobra praticidade, não percamos tempo com “decorebas” e posturas ultrapassadas
que sobrecarregam os alunos com ensinamentos de pouco ou nenhum conteúdo. É
necessário profissionais responsáveis e sobretudo apaixonados pelo que fazem,
que divulguem seu trabalho de forma a esclarecer as dúvidas de pessoas leigas
que buscam pelos seus serviços. Afinal de contas ser um EDUCADOR no verdadeiro
sentido da palavra não é tarefa fácil, pois existe uma enorme diferença em se
ter um diploma e ser de fato ” O” educador.
Agregar funcionalidade aos ensinamentos é a palavra de ordem,
fazer com que esse aluno saiba contextualizar sua aprendizagem e crie autonomia
na sua vida escolar e prática, que seja um visionário por natureza, isso sim é
EDUCAR.
Pensemos nisso. Escolha para seu filho “A” escola e não apenas ”
Uma” escola.
Por: Andréa Pinheiro Bonfante
Mestranda
em Psicanálise, Saúde e Sociedade na UVA, Pós-graduada em Teoria Psicanalítica
pela UVA, Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade
Estácio de Sá, Graduada em Letras pela UNIG, Sócia e Diretora Técnica do Espaço
Multidisciplinar Vida Plena- Valença –RJ, Colunista do site Portal Valença-RJ,
Palestrante de temas Psicanalíticos e Psicopedagógico.
Contatos:
(24)9316-8982 whatsapp e-mail:andreapinheiroprof@hotmail.com
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